Os Estados Unidos entregaram 100 milhões de dólares para investimentos no Brasil, com o compromisso do Brasil em produzir borracha para o esforço de guerra. Parte do investimento foi destinada à infraestrutura, incluindo o Parque Siderúrgico Nacional e a Companhia Vale do Rio Doce, buscando auxiliar outros estados em relação à guerra na Amazônia. Essa iniciativa remonta a um dispositivo da Constituição de 1946, que previa o investimento de 3% da receita da União em um plano de valorização econômica da Amazônia. Em 1951, o parlamentar amazonense Francisco Pereira da Silva, conhecido como Pereirinha, propôs a criação de um porto franco em Manaus, visando o escoamento da produção da América Andina. Esse projeto foi arquivado, o que gerou um período de estagnação econômica na região. Em 1955, o governo de Getúlio Vargas firmou um acordo com o Peru para criar áreas de livre comércio, beneficiando o Amazonas e o Peru. Em 1957, o Porto Franco de Manaus foi criado, inaugurando a Zona Franca de Manaus, com incentivos fiscais para a industrialização. A Zona Franca de Manaus cresceu, atingindo 2,3 milhões de habitantes em 2023, um aumento significativo em comparação com os 120 mil habitantes de 1967, impulsionado por investimentos e pelo desenvolvimento econômico da região.

