A discussão gira em torno da percepção dos eleitores em relação ao poder de compra e à economia. A análise revela que 52% dos eleitores se encaixam na categoria de ‘muito interessados’ no cenário político, com uma ligeira vantagem do presidente Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro (1 ponto). O restante dos eleitores se divide entre ‘pouco interessados’ (22%) e ‘nada interessados’ (21,2%). Apesar disso, o momento geral melhorou em relação à campanha petista, influenciado pelo ‘humor’ ou ‘mood’ do eleitorado. Em 2022, a variação de votos observada em estados como Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná e Goiás pode influenciar positivamente o presidente Lula, principalmente pela diminuição da abstenção, mas não é suficiente para virar a vantagem do Flávio Bolsonaro. É preciso um esforço adicional de campanha, incluindo a ‘roubar’ de votos do adversário, para alcançar o resultado desejado. O engajamento do ‘exército do Lula’, composto por janones e manifestações de rua, também pode contribuir para o sucesso da campanha. O debate entre os candidatos, com ecos ainda sentidos, apresenta-se como crucial na eleição, com a expectativa de um confronto mais profissionalizado e focado.

