O número de famílias beneficiadas pelo programa Bolsa Família diminuiu de 21,1 milhões para 19,2 milhões. Paralelamente, o número de pessoas atendidas também caiu de 55,7 milhões para 49,4 milhões. Essa redução ocorreu devido a um novo critério do governo federal, que implementou um chamado 'pente fino' – uma revisão dos cadastros – e estabeleceu uma regra de proteção para incentivar que os beneficiários busquem emprego formal na economia. Economistas, como o professor da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Nery, apontam que 4,6 milhões de novos empregos formais foram criados nos últimos quatro anos, e a grande maioria (85%) desses novos contratos foram de beneficiários do Bolsa Família. Essa criação de empregos contribuiu para a redução da taxa de desemprego no Brasil, que atingiu 5,3% segundo o IBGE, com um recorde de população ocupada de mais de 103 milhões de pessoas. Apesar dos números positivos, o programa Bolsa Família continua alvo de debates ideológicos, com algumas vozes questionando sua eficácia.

