O Ministério Público de Minas denunciou sete pessoas ligadas a uma rede de clínicas clandestinas em Montescalos, acusadas de torturar, abusar e manter internas em cárcere privado. As vítimas foram mantidas em isolamento forçado entre 2023 e 2026, com nove adolescentes e quatro mulheres diagnosticadas com transtornos mentais. A organização criminosa, liderada pelo proprietário das unidades, contava com a conivência de funcionários que atuavam na coordenação, monitoramento e vigilância diária das internas. De acordo com as investigações, pelo menos 15 vítimas foram mantidas em isolamento forçado. O perfil do público-alvo demonstra a vulnerabilidade do grupo explorado, com mulheres e adolescentes sendo trancadas, privadas de seus documentos e aparelhos celulares.

