Pesquisadores identificaram desenhos encontrados no porão de um casarão histórico em Ouro Preto, Minas Gerais, como uma homenagem a uma mulher escravizada do século dezoite. A análise das 26 imagens, produzidas na época, revela elementos característicos da cultura do Benin, período em que o tráfico de escravos para o Brasil era intenso. A interpretação da obra, feita por pesquisadores da Universidade Federal Fluminense e da Universidade Federal de Ouro Preto, sugere que o mural exalta a figura feminina, refletindo uma tradição de homenagear pessoas importantes após a morte, representada em desenhos que narram a vida da homenageada antes e após a chegada ao Brasil.

