Rádio Jovem Pan 100.9 FM

Desprezo do mal-estar eleitoral pelo PT

Eu acho que a campanha do primeiro turno, ela também foi muito prejudicada, porque você teve Copa do Mundo, então todo mundo parou, né, só pensando em Copa. E logo depois da Copa do Mundo, ocorreram ali uma série de eventos no meio jurídico, principalmente relacionados ao Supremo Tribunal Federal, que dominou o debate do país. Não à toa que isso virou campanha, né, entrou na campanha política, principalmente do Flávio Bolsonaro. Quando tudo isso passou, aí o pessoal acordou, né. E agora do primeiro para o segundo turno, e um outro fato que deu um gás nessa eleição. Foi a vitória inesperada do Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Por isso que agora é essa mobilização geral aí do país para as eleições. É, eu arrisco dizer ainda, Gani, se não fosse essa virada do Flávio, essa surpresa, talvez o PT seguisse com a mesma estratégia de jogar de lado também, meio apático ali, né, meio tranquilo. Você acredita, Piper, também, que essa virada foi que abriram os olhos do PT e principalmente do Lula, porque ele deixou muito claro isso logo depois do resultado do primeiro turno, que ele, além de ser frustrado, ele se viu muito surpreso pelo resultado. Eu acho que essa derrota do primeiro turno talvez tenha sido a melhor coisa que pudesse ter ocorrido ao PT, porque agora o partido percebeu a necessidade de incorporar novas cabeças, novas correntes, de se renovar, porque antes era um partido amplamente dominado pela velha guarda. E eu acho também que o presidente Macron é a última terceira via entre as grandes democracias do mundo. Em todas as grandes democracias do mundo, o que a gente tem visto é cada vez mais a hegemonia de polos mais antagônicos. Ninguém está procurando o meio, o meio está em extinção.