Lula recebeu aproximadamente vinte e dois milhões de reais a mais que Flávio Bolsonaro na arrecadação de recursos entre as campanhas. A origem dos recursos difere significativamente entre os dois candidatos: Lula recebeu mais dinheiro de partidos políticos, enquanto Flávio Bolsonaro teve maior participação de doações de pessoas físicas. Lula arrecadou cento e quinze milhões de reais de partidos políticos, em comparação com os sessenta e oito milhões de reais de Flávio. O cientista político Lucas Zandona atribui essa diferença às alianças partidárias firmadas por Lula, que contam com um amplo apoio de partidos. Flávio tentou estabelecer uma coligação, mas não conseguiu, o que resultou em menor apoio formal de partidos. Em relação às doações individuais, Flávio tem vantagem, recebendo cerca de vinte e sete milhões de reais, enquanto Lula arrecadou quase dois milhões. A prestação de contas também revela um aumento nas doações para Flávio após o primeiro turno, com a campanha do candidato do PL recebendo cerca de vinte milhões de reais em contribuições privadas, provenientes principalmente de empresários ligados ao agronegócio. A campanha de Flávio investiu quase três vezes mais em impulsionamento na Meta, empresa que gerencia plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, declarando mais de sete milhões de reais em gastos. A campanha de Lula informou despesas de mais de dois milhões de reais, mas ambas as campanhas enfrentam ações judiciais contra a Meta devido ao tratamento desigual na distribuição de conteúdos eleitorais.

