Eleições em Israel se aproximam com Netanyahu em disputa acirrada. É a primeira eleição no país desde os ataques do Hamas em 2023. Pra muitos, é um referendo sobre a liderança de Benjamin Netanyahu, primeiro ministro que permaneceu por mais tempo no cargo na história de Israel. São dezoito anos somando os dois períodos com o primeiro ministro. Netanyahu é do partido Likud, que é uma colisão de extrema-direita. Seu principal adversário é o ex-comandante do exército, Gadi Aysencott, do partido Yashar. Aysencott perdeu um filho e dois sobrinhos na guerra contra o Hamas. Ele usa o argumento que Netanyahu oferece à população uma guerra eterna. Já quem defende Netanyahu, alega que ele conduziu bem o país com os ataques contra o Hamas, contra o Hezbollah no Líbano, contra o Irã. O slogan da campanha dele é direita ou palestina, que sugere o seguinte, que seus adversários criariam um estado palestino, algo que não ocorre. A palestina não é sequer discutida, tá fora do debate. Dois estados, então, nem se fala. Netanyahu ganhou o apoio de Donald Trump. Contra ele, contra Netanyahu, existem três processos de corrupção. Se ele perde a eleição, ele pode ser preso. Ele ainda é acusado de crimes de guerra e crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional. Há ainda a possibilidade dele ser responsabilizado pelas falhas na segurança do país no ataque terrorista do Hamas.

