O presidente Lula fez diversas promessas de dinheiro no segundo turno da eleição, o que gera preocupação com o fiscalismo do governo. A eleição para a presidência das duas casas legislativas acontecerá em fevereiro. O 'fiscal' – um termo usado para descrever a responsabilidade fiscal do governo – é considerado um buraco sério, podendo levar o presidente a aumentar os juros. O mercado apostava em Flávio Bolsonaro se Lula ganhasse, mas o presidente Lula pretende cumprir as promessas. A escolha do nome para o Ministério da Fazenda é fundamental para entender o quarto mandato do presidente. Uma possibilidade é que o governador do Piauí, reeleito, renuncie ao cargo e seja o ministro. Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, também é um nome em consideração, mas anda estremecido com o ministro Fernando Haddad. Há a esperança de que o nome escolhido seja um petista mais ortodoxo, como o que foi utilizado no Plano Real. O nome de Fernando Haddad é visto como uma linha que agrada ao mercado. Um nome curioso que circula é o do próprio presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, mas ele anda estremecido com o ex-ministro Fernando Haddad. O Fonteles, nome jovem e interessante do PT, também está em consideração, mas ele ser eleito governador e renunciar antes de começar o mandato é considerado feio. Para o presidente Lula entrar no quarto mandato com um estelionato eleitoral, devido às suas promessas não cumpridas.

