Pesquisadores da Universidade McMaster avaliaram quase nove mil adultos entre 35 e 69 anos, sem histórico de doenças cardíacas. Os participantes responderam um questionário detalhado sobre alimentação, passaram por exames de imagem do corpo e testes de memória. O estudo revelou uma relação entre o consumo de alimentos ultraprocessados e o aparecimento de lesões silenciosas no cérebro, como pequenos infartos e áreas de desgaste na substância branca. Essas lesões, que não causam sintomas, aumentam o risco de acidente vascular cerebral e perda cognitiva. O estudo indicou que, no grupo que consumia mais ultraprocessados, 8 em cada 100 pessoas apresentavam essas lesões, enquanto no grupo que consumia menos, a incidência era de 11 em cada 100. Ajustes estatísticos elevaram a chance para 40%.

