O governo federal vai abrir hoje o prazo para bancos interessados em vender carteiras de dívidas ao Dens enrola três ponto zero. As instituições financeiras terão cinco dias úteis para apresentar os valores. Nessa primeira etapa ainda não haverá renegociação de débitos pelos consumidores. O programa vai beneficiar pessoas físicas e microempreendedores individuais com dívidas de até dez mil reais. A iniciativa inclui débitos de cartão de crédito e empréstimos pessoais sem desconto em folha. As dívidas precisam estar atrasadas há mais de dois anos e menos de quatro anos e meio. O Ministério da Fazenda prevê realizar até o início de dezembro o leilão de compra das dívidas. Os descontos mínimos serão de noventa por cento, poderão chegar a noventa e sete por cento, dependendo da concorrência entre os bancos. O governo estima que até noventa bilhões de reais em dívidas possam ser oferecidas pelas instituições financeiras. Segundo o secretário executivo da Fazenda, Rogério Seron, a compra de todo esse volume custaria no máximo nove bilhões de reais a União. Se no limite esses noventa bilhões de dívidas forem ofertados, de partida a gente saberia que no máximo consumiriam nove bilhões pra gente adquirir tudo. A partir desses dados a gente vai fazer recorte pra que tenha competição. E com a competição por um espaço finito de recursos, o deságio pode subir pra noventa e cinco, noventa e seis, noventa e sete por cento.

