O governo Lula admitiu que não há recursos suficientes para manter suas políticas públicas atuais a partir de 2028. A projeção não considera novas promessas feitas durante a campanha eleitoral, como o reajuste do Bolsa Família e piques de R$ 5 mil mensais. O governo gasta cerca de 92% do orçamento com aposentadorias e programas sociais, que já estão comprometidos. Restam apenas 200 bilhões de reais para gastos discricionários, que incluem investimentos, mas a maior parte desse valor é destinada a emendas parlamentares, que financiam o trabalho de parlamentares. Com essa situação, o governo prevê que ao final de 2027, a máquina pública ‘para’, ou seja, fica totalmente saturada de despesas. O governo também anunciou um pacote de R$ 300 bilhões para a campanha eleitoral, o que gerou preocupações sobre a origem dos recursos e o risco de compra de votos.

