Neide, eu digo o seguinte, que Guanambi se reinventou, ela foi conhecida como a capital nacional do ouro branco, então o ouro branco nos deixou, foi embora, o feijão gurutuba, que era a segunda força da nossa economia, daí o nome Praça do Feijão, porque os jovens não sabem disso. Toda segunda-feira, ali no meio de janeiro, fevereiro, não, era fila de caminhões carregando feijão para o Ceará. Nós chegamos a produzir 600 mil sacas de feijão em um ano. Então, isso é que movia a nossa economia. E foram, por diversos fatores, nós deixamos de produzir algodão em larga escala e deixamos de produzir feijão em larga escala. Guanambi se reinventou. O guanambiense, ele é um empreendedor nato. Então, Guanambi foi para de serviço, serviço da área de educação, serviço da área médica. Neide, você não sabe o orgulho que eu tenho quando eu chego em Ribeirão Preto, que é o lugar mais rico do Brasil, e falo o seguinte, Guanambi é a única cidade no Brasil, das 5.500 cidades que o Brasil tem, que tem menos de 100 mil habitantes e que tem duas faculdades de medicina. Se tem outra, eu não conheço, eu quero conhecer. Então, Guanambi foi para essa área médica, hoje você é referência, né? Assim, são duas faculdades de medicina, hoje você já tem praticamente tudo aqui. Até a neurocirurgia tem Guanambi hoje no regional.

