O livro das antropólogas Jaqueline Moraes Teixeira e Cristina Vital da Cunha analisa a participação de mulheres no movimento da extrema direita no Brasil. A obra questiona a percepção de que mulheres nesse cenário defendem papéis de gênero trocados, demonstrando um viés político claro e uma posição definida em relação ao país e à sociedade. As autoras derrubam estereótipos sobre mulheres conservadoras, que não são passivas nem objetos de condução, mas possuem um pensamento próprio e defendem valores como a proteção da família e a importância da ordem. O livro revela que as mulheres conservadoras compartilham bandeiras com o campo progressista, como a defesa da família e a busca por um país melhor, e que suas visões sobre o papel do homem são realistas e desafiam as expectativas.

