Luiz Inácio Lula da Silva criticou a estratégia da campanha de Flávio Bolsonaro, que consiste em divulgar o sigilo de seus familiares. Segundo o coordenador da campanha, Camilo Santana, o presidente está disposto a abrir o sigilo desde que Flávio também o faça. A medida visa emparedar o filho do presidente, e ocorre concomitantemente com um inquérito do Supremo Tribunal Federal que investiga o advogado Willer Tomás e o senador Flávio Bolsonaro. A expectativa é que a divulgação de informações sobre a investigação possa tirar vantagem para Lula nas redes sociais, que também são influenciadas pela presença de jovens e militantes da campanha, além de eleitores indecisos que não são obrigados a votar, principalmente a parcela de eleitores mais velhos e com dificuldade de deslocamento. A campanha de Lula não possui um palanque em São Paulo, o que pode afetar o voto do Grotão, que é mais Lula no Nordeste e Flávio Bolsonaro no Centro-Sul. A mobilização dos prefeitos para disponibilizar transporte para os locais de votação em áreas rurais também não é mais uma realidade, pois os candidatos a deputado não estão mais em operação.

