O mercado brasileiro está experimentando uma mudança no interesse por carros híbridos elétricos. A percepção é que a compra de um veículo híbrido elétrico não é mais vista como uma busca por tecnologia de ponta por parte de um nicho de consumidores. Em vez disso, famílias e compradores de carros a combustão tradicionais estão adotando híbridos e elétricos. Essa mudança é evidente em regiões como o Centro-Oeste, onde a predominância de picapes pesadas influencia a menor prevalência de veículos eletrificados. A HDI, seguradora, observa que essa tendência se reflete em sua carteira de seguros, com a diminuição da segmentação específica para híbridos elétricos, que agora se fundem em outras categorias. A empresa estuda o mercado americano, que passou por uma similar mudança há 15 anos, com clientes de marcas de luxo buscando os primeiros híbridos. Existe preocupação com o aumento do roubo e furto de carros eletrificados, mas os dados da HDI não mostram uma diferença significativa nos sinistros em comparação com a carteira total. A seguradora prevê que a complexidade construtiva dos carros, especialmente no futuro, poderá afetar a reparabilidade e, consequentemente, a equação econômica do seguro, alterando os níveis de perda total e parcial.

