Um investimento bilionário foi anunciado para a implementação de uma planta de produção de celulose. Esse evento conta com a presença do vice-presidente da República Geraldo Alckmin, do diretor-geral da CMPC Brasil, Antônio Lacerda, além de representantes da Secretaria do Meio Ambiente e também da Infraestrutura e da FEPAM. Esse documento, licença prévia, atesta a viabilidade ambiental do empreendimento na fase do planejamento, e seguindo as condições, os requisitos estabelecidos pelo órgão ambiental. Esse documento também prevê quais as diretrizes que a empresa ainda precisa cumprir. Lembram-se, não é uma autorização efetiva, mas é uma das etapas fundamentais desse processo de licenciamento para que o projeto Natureza consiga ser tocado em frente. É uma nova unidade industrial de celulose da CMPC na cidade de Barra do Ribeiro, que inclusive pode gerar muita riqueza, muitos benefícios econômicos para a própria cidade de Barra do Ribeiro, como a geração de empregos. Isso inclui investimentos em logística e também a construção de um parque ecológico. E todas as outras questões voltadas à infraestrutura, que inclusive agora há pouco o governador Eduardo Leite falou sobre essas questões que precisam ser colocadas em prática. A entrega dessa licença só foi possível depois da entrega do documento de anuência por parte da FUNAI, que é um documento que certificou que o projeto não iria agredir as populações indígenas da região, que era uma das preocupações que inclusive, né, esse processo passou por um entrave com o Ministério Público Federal, que exigiu uma ampla consulta às comunidades indígenas quilombolas e até de pescadores da área ali de Barra do Ribeiro. O MPF destacou que a fábrica iria lançar toxinas em pontos estratégicos de coleta de água e que potencializaria o avanço da monocultura de eucaliptos no bioma pampa, mas a empresa apresentou as garantias de que isso não seria 100% realizado.

