Partidos políticos expressam preocupação com a incerteza gerada por manobras locais e o impacto na legitimidade da apuração de resultados eleitorais. A expectativa é de que, independentemente do resultado das eleições de meio de mandato, os custos políticos associados a tarifas, como as que atingem até 37,5% para importação para os Estados Unidos, se intensifiquem. Há debate sobre a influência do novo Congresso, com a possibilidade de maior poder legislativo para o Executivo na imposição de tarifas em relação a indústrias americanas ou questões de segurança nacional. O fim da Sessão 301, que delegou o poder legislativo ao Executivo, é um ponto central da discussão. A probabilidade de os democratas conquistarem a Câmara e o Senado é considerada alta, especialmente em face da rejeição ao atual presidente. Analistas apontam que o foco do Congresso americano nos próximos dois anos será a renovação do acordo de livre comércio com o México. A visão predominante é de que o livre comércio não é uma prioridade para os democratas, que buscam manter tarifas seletivas e pressionar setores específicos. Para que os democratas conquistem o Senado, é preciso avançar no Michigan, preservar o estado, e completar a conta, ganhando ou o Maine, Alaska, Ohio ou Texas.

