O presidente enfrenta crescente pressão devido a indicadores econômicos negativos, que dificultam a redução da dívida pública e abalam seu projeto político. As preocupações com a situação fiscal, o endividamento da sociedade e a falta de sinais de queda nas taxas de juros pressionam o governo. A situação é agravada pela necessidade de aprovar medidas de ajuste fiscal, o que complica o cenário político. Há relatos de que o governo busca um ponto de encontro para definir medidas de ajuste, mesmo que não sejam cortes drásticos de gastos. O governo vai buscar um certo ponto de encontro. A necessidade de ajustes aumenta ainda que não pelo corte, como você observou, pelo aumento de receita. O corte de gastos será na minha visão, periférico, não mexe na estrutura do gasto público. O problema do gasto público brasileiro é das chamadas despesas obrigatórias, que são gastos obrigatórios, que é 92, 93%. O Brasil precisa produzir 2% de superávit positivo, para começar a equilibrar a trajetória da dívida pública. Nós estamos falando de quase 300 bilhões só aí. A projeção de orçamento para o ano que vem é negativa.

