O colunista Felipe Killing acompanha os protestos que ocorreram na França, marcados por saques e decretos de toque de recolher em diversas cidades. O primeiro-ministro Emmanuel Macron classificou a manifestação como legítima, mas condenou o quebra-quebra. Em outras cidades, o toque de recolher é direcionado a menores de idade. Os protestos, iniciados com o movimento estudantil por questões como o socateamento das escolas e o aumento do custo de vida, são amplamente participados por jovens que enfrentam dificuldades financeiras. O governo tem adotado medidas para conter a onda de violência, com avaliação da polícia e um corte de 54 bilhões de euros anunciado pelo primeiro-ministro. A França enfrenta um paradoxo, com a população pedindo melhorias nos serviços públicos, mas necessitando de cortes fiscais. As eleições presidenciais se aproximam, em abril.

