Em novembro, espera-se que os protestos em Paris retornem com força, motivados pelo período de recesso escolar. Um número significativo de jovens participa desses atos, devido à manifestação estudantil contra o socateamento de escolas e o aumento do custo de vida, problemas que dificultam a compra de imóveis e o pagamento de aluguéis para os jovens. O presidente Emmanuel Macron tenta conter o ânimo das ruas, enquanto o primeiro-ministro avalia a inteligência e a polícia. A França enfrenta um paradoxo, com a população pedindo melhorias nos serviços públicos, mas com cortes fiscais anunciados pelo primeiro-ministro. O movimento estudantil critica o uso ineficiente do dinheiro destinado à educação, que representa mais de 5% do PIB, superior à média dos países da OCDE. A reclamação de muitos se concentra no fato de que o dinheiro não é bem utilizado, e há 10 meses antes das eleições presidenciais na França. A extrema direita, liderada por Melanchon, e a esquerda radical, em segundo lugar, são criticadas por alguns analistas por favorecerem imagens de violência, o que pode beneficiar o Marine Le Pen.

