Moradores das comunidades ribeirinhas do rio Solivões, no Amazonas, lutam contra o fenômeno das terras caídas, agravado por secas prolongadas. A erosão causada pelo barranco e o avanço da vegetação têm forçado as famílias a se mudarem repetidamente, buscando áreas mais seguras. Um morador, Moisés Lima, relata ter mudado a casa três vezes em busca de um local mais distante do rio, devido à redução do nível da água e ao risco de desmoronamentos. A situação, marcada pela falta de energia e pela necessidade de realizar trabalhos manuais para reparar a rede elétrica, causa preocupação com o futuro da comunidade São Francisco da Mangueira, que depende da pesca do tambaqui e do pirarucu.

