A inteligência artificial, especialmente os ‘companheiros’ de IA voltados para relacionamentos, apresenta riscos para crianças e adolescentes. Pesquisas, como relatórios do Unicef, apontam para a possibilidade de causar danos à saúde mental e ao desenvolvimento cognitivo. A interação com essas máquinas pode levar os jovens a acreditarem que estão interagindo com humanos, expondo-os a riscos como a confusação de conteúdo erótico ou a instigação ao suicídio. Vários países, incluindo os Estados Unidos e a China, estão buscando regulamentar o uso dessas ferramentas, com alguns estados já aprovando legislações específicas e a China considerando o banimento. No Brasil, a discussão sobre regulamentação está em andamento no Congresso desde 2023, mas já existem previsões de proteções mínimas para produtos e serviços de tecnologia acessados por crianças e adolescentes, e medidas específicas para companheiros de IA, como verificação de idade e barreiras para acesso a conversas sexualizadas.

